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Caro Merten do Estado de São Paulo:
Não costumo escrever para quem escreve crítica sobre algum trabalho meu mas neste caso o faço por um motivo bem particular. Seu artigo sobre meu filme “Romance” responde ao que eu acho que seja a função da crítica: analisar mais do que fazer julgamentos de valor.
Entendi sua posição como simpática ao filme mas até agora já li elogios mais rasgados (assim como espinafrações idem) e portanto não é por isso que lhe escrevo mas para elogiar o respeito com que você procurou, antes de julgar, entender nossa proposta.
Pra mim, mais importante que qualquer julgamento, são algumas análises do tipo:
“Toda a parte de criação, de ensaio, da peça dentro do filme exacerba o cotidiano e cria um universo controlado de referências”. Durante todas as entrevistas que dei sobre o filme nesta fase de lançamento não consegui formular melhor o tom do filme do que você o fez com este “cotidiano exacerbado”. Nem consegui expressar de forma tão sucinta um dos dilemas do protagonista, que é o mesmo meu e do grupo com que trabalho na tv, quanto você quando escreve que: “Pedro quer fazer arte num meio essencialmente industrial. Quando ele trapaceia para atingir seu objetivo - e consegue -, está subvertendo ou servindo ao sistema?”
Por fim, eu que tenho fixação pelos finais de história, adorei a minha declaração com que você terminou o artigo, acho até que resgatada de outra conversa nossa, e que denota mais uma vez o cuidado com que você o escreveu:
“Prefiro que falem mal de mim e respeitem meus atores. Eles são maravilhosos.”
Um grande abraço
Guel
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Novembro 14th, 2008 at 22:34
Acabei de voltar do cinema. Fiz questão de assistir Romance na data da estréia. O trailer já havia me cativado. O filme me comoveu e me tocou de maneira muito profunda. Adorei tudo nele, a forma como o amor é tratado, filosofado, vivido, a maneira como se fala dele em termos atuais e em termos antigos, com um texto bem escrito e apresentado na tela. Ah… muito obrigada por nos presentearem com uma obra tão gratificante! Do tipo que te faz sair do cinema suspirando…
Novembro 15th, 2008 at 7:36
Teu filme é perfeito! Moro em Belo Horizonte e saí do cinema ontem 14/11/2008 mais feliz, mais esperançosa…perfeito…parabéns!
Novembro 16th, 2008 at 18:07
Arraes,
me surpreendi com o filme.
Não tinha visto trailer, nem nenhuma divulgação anterior,
para falar a verdade, fui ver o filme pelo mesmo motivo que o público ia ao teatro em Romance: ótimos atores, e coincidentemente, globais.
porém, há muito tempo um filme “romântico” não me faz refletir tanto.
Parabéns!
Grande Abraço.
Novembro 16th, 2008 at 22:39
Caro Guel, hoje é domingo e fui assistir ao filme Romance. Em seguida, fui a uma pizzaria no Jardim Botanico e fiquei na mesa ao seu lado, sentada na diagonal. Só que, avoada que sou, não reparei que o filme é seu e portanto, não pude lhe elogiar pessoalmente, acredite. Só agora, em casa, refletindo um pouco, joguei o filme no google, achei esse blog. Puxa vida, que pena não falei com você!
Enfim, fique desde já elogiado, o filme é ótimo, gosto desse estilo “metalinguagem” e das referencias literárias e teatrais, da discussão sobre o amor, enfim, o filme me provocou reflexões. Vou ler com calma os outros posts, pensar um pouco e comento melhor neste semana, ok? Um abraço e parabéns, Ana Luiza
Novembro 17th, 2008 at 7:28
Guel, saí a pouco mais de uma hora do cinema e não me contive. Vim todo o caminho com a cabeça fervilhando pra por no papel ao menos um pouco do que minha pele traduziu…
“Romance”, pra mim, não irá apenas tocar ou emocionar… Acredito que revolucionará. O cinema brasileiro precisava de um filme assim!
Espero que goste da singela tradução que segue abaixo. Vem pura, nua de críticas, mas repleta de emoção e um êxtase inenarrável…
“O que eu sinto exatamente nesse momento?
Êxtase?
Esperança?
Paixão?
‘Romance’ me contagiou…Ah Guel Arraes… Conjunto perfeito você criou!
Vi, me revi, senti, assisti, adentrei a história… Pude ouvir novamente todas as confidencias, sonhos, histórias de minhas amigas… Relembrar sensações a muito por mim esquecidas.
E mais que toda paixão cultivada em tão bela obra, todo o tempero, todo o humor e a tão importante crítica… Não vi deboche, vi verdade…
E, finalmente, pude ver um sonho realizado: o cinema brasileiro puro, natural, livre de clichês, e vestido de muita, muita ‘brasilidade’ (tenho que confessar, me faltam palavras).
Eu, jovem aculturada, que começa a se descobrir em meio a toneladas de literatura, sei que Tristão e Isolda hoje são cultura nacional…
Mais que me apaixonar pela obra, passei a amar seu criador… Afinal, paixão passa… (rsrsrs).
Não sei se esta nova empreitada a qual se aventurou renderá todos os méritos os quais eu lhe daria… Mas já conquistou uma admiradora incondicional!
‘Romance’, pra mim, é mais que um resgate de sensações, desejos, sonhos… Afinal, não resume-se num ‘mero’romance!
Vejo um caminho novo pro cinema brasileiro.
Obrigada por proporcionar tantas sensações.
E prometo, volto ao cinema mais umas dez vezes para rever ROMANCE!
Um grande abraço!
Evellyn
Novembro 17th, 2008 at 9:13
Talvez todo o comentário que eu fizer aqui seja embebido de um profundo entusiasmo de quem acaba de assistir a um belo filme como a muito desejava ver. Não sou crítica de cinema, sou uma consumidora leiga que pela parca vivência com a tela grande sabe diferenciar um pouco o que é bem construído, pensado e trabalhado do que é feito por uma exigência mercadológica apenas (não estou elevando Romance à categoria de sublime contra-discurso, sabemos da necessidade real de se falar do amor pós-romântico, até mesmo para aliviar as culpas de quem o vive em sua plenitude). Mas ao sair do cinema a necessidade de falar dele, sobre ele e para ele foi tão maior que me fez procurar um espaço, eis-me aqui: Romance me soa como um arejo de verão…em meio às tragédias do cotidiano transpostas para a telona e às comédias românticas enlatadas de hollywood e sua vertente brasuca…me soa como a uma consolidação de Wagner Moura como um camaleônico ator (não é possível que alguém ainda duvide da sua capacidade de se metamorfosear depois dessa, não é?), da sutileza da atuação de Leticia Sabatela, sutiliza sublime…e, por fim, mas não no fim, da capacidade intersemiótica já conhecida de Guel Arraes…o filme é teatro sem ser teatral…é intenso mas nunca piegas…um arejo…
Não sei se estou sendo apaixonada demais e que depois de um tempo passe a perceber os poréns de toda obra artística, mas me valho do furor temporal para expressar o meu profundo agradecimento por uma obra tão bonita…
Parabéns…
Novembro 18th, 2008 at 15:49
Fico verdadeiramente feliz em ler as palavras da Jô, Renata, Evelyn, Zélia, Anna Luiza, Christiano e de tanta gente que tem vindo postar comentários sobre o filme. Quando comecei a escrever o blog não achei que a interação com a platéia seria tão grande. É bom saber que todos vocês tenham gostado de Romance.
Um abraço a todos!
Novembro 20th, 2008 at 23:03
Olá Guel. Pela segunda vez fui ao cinema com meu “namorido” (uma espécie de namorado quase marido, segundo minha mãe). Somos atores, nos conhecemos pelo teatro, fazendo o espetáculo “Cuida Bem de Mim”, nome bem sugestivo. Estamos juntos a mais de 6 anos. Conhecemos Wagner, nosso conterraneo que também fez parte da peça em outro momento. Fomos assistir ao filme, também para acompanhar o trabalho dele e de Vladmir (o baiano sempre acompanha e torce muito pelo outro)e pudemos observar no filme várias facetas do nosso amor. Somos artistas que se amam e que amam a arte, o vinho. Acabamos de nos formar pela UFBA em interpretação com o espetáculo “Atire a Primeira Pedra”,sugestivo também não? e você e sua equipe de forma simples estão nos estimulando nesse novo ciclo que se inicia a respeitar,a amar ainda mais o nosso amor. Existe uma tendência, por sermos artistas e jovens, a “atirarem pedras” em nosso relacionamento por sermos fiéis aos nossos princípios enquanto casal. “É necessário amar a rotina”, como diz Ana. Obrigada querido. Muita luz em seu caminho. Que o vinho embreague-nos ainda mais de amor. O Brasil está precisando amar mais e vocês, dignamente, estão fazendo muito pelo país. Vocês nos ofereceram o vinho. Evoé!!!!
Novembro 21st, 2008 at 11:24
Guel, o que posso te falar após ver o filme é… PARABÉNS. Demais, não consigo parar de pensar no filme! Abraços.
Novembro 22nd, 2008 at 10:15
ROMANCE é antes de tudo um filme de amor, agora, o complemento precedido de artigo mais preposição depende de quem vê e como o faz.
ROMANCE é um filme de amor à arte, à platéia, ao teatro, à literatura, ao homem, à mulher, ao romances que todos mantemos e cultivamos.
Roteiro, fotografia, trilha, direção, elenco, atuação nos convidam ao amor!
Novembro 26th, 2008 at 9:24
Olá!
Adorei o filme. Simplesmente maravilhoso, e inteligente. Quando fiquei sabendo do filme já imaginei que seria mais um filme bonito, mas com um final triste, realmente me surpreendi.
Novembro 26th, 2008 at 15:57
Amei o filme, gosto muito de filmes brasileiros e esse é simplesmente maravilhosoooooo!
Dezembro 2nd, 2008 at 8:39
Guel
não tenho palavras pra descrever o seu trabalho, o filme é puro, lindo e emocionante.
Fiz uma critica em meu blog, se vc puder, passe la pra dar uma olhada.
Ja estou ancioso pelo seu proximo trabalho.
grande abraço
Marcelo
Dezembro 16th, 2008 at 12:32
[...] Liguei para uma amiga e disse: “Vamos ao Cinema?!”. “Assistir qual filme?”interrogou ela. E eu “Romance! Um filme brasileiro com Wagner Moura e Letícia Sabatella”.Lembrei da sinopse e falei a ela. “Então vamos”, respondeu ela. Fomos. Quando cheguei ao Box, comprei meu ingresso, minha meia. Fiquei a espera da companheira de cinema. Quando ela chegou não havia mais ingresso. E eu “como assim!?” não acreditando no fato. Filme brasileiro, um filme sem grande estrondo! Minha amiga comprou um ingresso para comprar Ultima Parada 174, outro brazuca. Íamos cada uma para uma sala, mas perdi meu ingresso. Comprei outro e fomos assistir ao filme. Voltei na segunda-feira, mais curiosa, para me deliciar com Romance. Compramos o ingresso, pipoca e refrigerante. A sessão lota de novo. O filme merece! Aqui o link do site e blog do filme. Muitas fotos, textos, vídeos e músicas. http://www.romanceofilme.com.br/blog/2008/11/critica-de-uma-boa-critica/ [...]
Dezembro 31st, 2008 at 13:24
Caro, Guel,
Meu post não é muito diferente dos demais é de congratulação. Primeiro pelo texto intricado e imbricado de referências vc e Jorge Furtado se superaram. A direção de atores do casal principal é sublime mas, breve pausa, o que foi aquilo que vocês fizeram com Vladimir Britcha, o personagem tem tantas camadas que teve uma hora que eu não sabia mais quando o mesmo estava a “mentir” e para quem. Que venham mais filmes e parcerias. Adorei a coragem e sinceridade para com a TV.
Parabéns e obrigado!!!